Princípios Básicos da Fraternidade

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São 12 apostilas (de janeiro a dezembro) contendo a prática do desenvolvimento da consciência, instruções e abordagens sobre as diversidades religiosas praticadas no Brasil.



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MAGIA HERMETICA


NÓS, OS MAGOS
O Hermetismo Ético e a alquimia são aspectos particulares de uma obra geral, conhecida como "Grande Obra" e simbolizada pelo Arcano XIX. Esse empreendimento pode ser definido como sendo um processo de transmutação de um ambiente ou de uma matéria determinada, do seu estado mais rude ao mais sutil que ela possa atingir, sem ultrapassar, todavia, os limites do seu próprio meio, isto é, conservando as mesmas qualificações gerais do plano ao qual pertence.
A alquimia ocupa-se com a "Grande Obra" de transmutar os metais comuns ou mesmo qualquer escória material em metal mais nobre; o ouro. A finalidade do Hermetismo Ético é transformar um homem eticamente inferior em um outro, diferente, aperfeiçoado que, guardando as características gerais de um ser humano encarnado, realize em si mesmo a síntese das qualidades de uma alma evoluída.
É evidente que cada transmutação deste tipo se baseia no princípio da unicidade básica da substância em que se processa a transmutação. Em outras palavras: se uma escória qualquer pode ser transformada em ouro, é porque todos os corpos materiais apresentam diversos modos de coagulação da substância básica única. Na transformação de um homem inferior em um homem superior, a composição básica permanece a mesma, a diferença está somente no modo de agrupamento de seus elementos astrais que, em cada um, é diferente e varia até o infinito. Aquilo que está em desordem num homem inferior, está perfeitamente ordenado no homem superior.

1. ARKANU V
O Hierofante está sentado, como a mulher do Arcano II, entre as colunas Jaquim e Boaz, com a tradicional cortina entre as duas. Aqui, como lá, o binário das colunas é neutralizado por uma personalidade, mas no Arcano V a figura é masculina. O homem está sentado, o que expressa o estado passivo, receptivo ao ensinamento dos binários, mas ele é um ser masculino, isto é, um ser ativo, adaptando este ensinamento à vida. Além disso, seu gesto expressa a vontade.
Este elemento da vontade iluminada pelo conhecimento, este elemento de poder ativo (e não Inerte) é a característica principal do Arcano V e do seu símbolo gráfico: o Pentagrama.

O ambiente inteiro sugere a Iniciação. As figuras ajoelhadas dão a entender que o pentagrama ― o Mago ― junto com as forças da Luz está triunfando sobre as forças das trevas, obrigando-as a servir finalidades elevadas. Ele conhece a grande ignorância temporária desses elementos e, conseqüentemente, sua fraqueza. Isso lhe permite usá-los para o bem, facilitando-lhes, deste modo, a futura expiação de seus erros.

Cabem agora as seguintes perguntas: como será o homem cujo astrossoma, vivificado pela “mens”, tem a capacidade de desempenhar as funções do pentagrama? Como criar em si este pentagrama?
UMA SUCINTA ENUMERAÇÃO DAS PROVAÇÕES, ÀS QUAIS SÃO SUBMETIDOS OS QUE PROCURAM A INICIAÇÃO, NOS DARÁ A RESPOSTA À PRIMEIRA PERGUNTA.
A segunda, podemos responder esboçando o plano geral do treinamento físico, astral e mental do mago. Nós o faremos em breve.

A Iniciação é de dois tipos básicos: o da magia branca e o da magia negra, de acordo com as finalidades a que serve. Isto é, criar um ser humano:
1. Aspirando ao bem pela dedicação ao bem e desprezando as próprias comodidades ou incômodos;
2. Gostando do mal pela própria atração ao mal, mesmo que isto traga prejuízo; gostando da mentira, por causa da atração pela mentira e das trevas, devido a atração pelas trevas.

Nos dois tipos de Iniciação, os primeiros estágios são semelhantes. O neófito deve provar a sua composição 1 + 4, isto é, demonstrar que não se perturba com perigos e surpresas vindos dos elementos; provar que não é covarde no plano físico, que não perde a cabeça. Neste estágio passa pelas provas tradicionais do fogo que precisa atravessar corajosamente, sem medo de queimaduras, da agua que precisa atravessar nadando, sem se impressionar, mesmo se a corrente for muito violenta; do ar, ficando dependurado, sem medo e sem tonturas; da terra, em cujas profundezas deve penetrar sem receio de ser esmagado pelas abóbadas tenebrosas dos subterrâneos.

As provas pertencentes ao segundo estágio de provações são, novamente, semelhantes nos dois tipos de Iniciação. São provações astrais relativas ao medo, à paixão e à consciência. O neófito é provado através do medo que possa sentir diante dos clichês astrais horríveis e mesmo agressivos que lhe são apresentados. Ao mesmo tempo, sua sensibilidade é artificial e temporariamente aumentada.

A segunda provação ― a da paixão ― visa verificar se o neófito é capaz de controlar seu desejo sexual, mesmo que as condições sejam as mais propícias para sua satisfação. Essa provação se divide geralmente em duas partes:
1. Saber opor-se a uma tentação que se aproxima;
2. Saber não tirar proveito de uma vitória, obtida pelo próprio esforço em vencer a indiferença da pessoa do sexo oposto.
A terceira provação ― a da consciência ― consiste em dar prova da sua capacidade em realizar um determinado trabalho, cumprir uma missão, guardar um segredo ou simples mente não desistir de uma decisão, apesar de enormes tentações e da plena garantia de impunidade.
Embora essas provações sejam iguais em sua forma, nos dois tipos de escolas ― as da magia branca e as da magia negra ― elas não são iguais na sua essência e na sua finalidade. O mago branco não deve temer os mais horríveis clichês, pois terá de atravessar o mundo dos mesmos para chegar aos Princípios Luminosos; o mago negro, também não deve temê-los, pois, terá de ficar em contato permanente com as manifestações horríveis e repugnantes.

O mago branco deve conseguir ser firme em sua castidade para que possa ter certeza de que não irá sucumbir quando aparecer a tentação; o mago negro deve apenas compreender que o controle de si mesmo, em determinados momentos da vida, lhe dá vantagens sobre os que não o possuem. O mago branco deve sempre cumprir os seus deveres e obrigações aceitas para tornar-se firme a serviço do bem. O mago negro, deve apenas compreender que, tendo treinado sua firmeza na execução de um plano determinado, poderá prejudicar muito mais do que agindo ao acaso e quando se apresente uma oportunidade favorável.
Os magos negros passam as vezes por uma prova adicional de dedicação ao mal, a qual não descreveremos aqui.

O GRANDE ARCANO DA MAGIA
Cada aplicação da vontade humana, particular ou coletiva que, para obter um determinado resultado, utiliza a colaboração de entidades individualizadas atuando nos dois ou três planos é chamada de OPERAÇÃO MAGICA.

Daremos alguns exemplos dessas operações:
1. Uma auto-sugestão de algo nitidamente determinado. Neste caso, o processo atua sobre o próprio mago (um ser vivendo nos três planos) ou sobre uma parte de suas células.
2. Qualquer sugestão a outro ser humano: a influência, novamente é exercida nos três planos.
3. A aceleração ou desaceleração de qualquer processo nos elementos: a influência age sobre os elementais; portanto, também nos três planos.
4 A evocação de um elementar (ser biplânico) que, com a ajuda de um empréstimo mediúnico, pode manifestar-se no terceiro plano.
5. A procura ou a atração de um clichê astral (a influência abarca dois planos) ou a exteriorização do elementar do próprio mago, isto é, a influência sobre seu próprio elementar, o que pode ser considerado também como ação sobre dois planos, etc.
Caso a operação mágica seja dirigida às entidades de três rês planos, sua eficácia dependerá da preponderância das capacidades do operador sobre as das entidades às quais a dita operação é dirigida.

Caso a operação atue sobre as entidades de dois planos, como por exemplo, egrégoras, larvas, etc., então, mesmo que as forças de ambos os lados sejam iguais nos dois planos, o resultado desejado poderá ser conseguido pelo simples fato do operador possuir o reforço do terceiro plano ― o físico. Nesse caso diremos que, para realizar a operação, o operador se apoiou no plano físico. O ponto de apoio físico pode ser o corpo do próprio operador, o corpo de outros seres ou objetos externos.

Da nossa definição de operação mágica, podemos concluir que ela deve ser composta, obrigatoriamente, de três elementos:
1. O mental, ou seja, a idéia da operação, apoiada por um ato da vontade.
2. O astral, que é a forma, isto é, a estrutura interna da operação.
3. O físico, constituído pelos pontos de apoio da operação acima mencionados, ou seja, os símbolos utilizados, os recursos do próprio corpo do operador, o corpo das entidades de três planos que o ajudam na operação, etc.

De acordo com o que temos aprendido sobre a unicidade da substância básica, todos os elementos mentais, astrais ou físicos da atuação mágica, devem ser considerados como manifestações particulares, isto é, como fazendo parte, respectivamente, de um único elemento mental (o axioma metafísico), de um único elemento astral (o turbilhão universal), ou de um único elemento físico (o ponto de apoio no plano físico).

Além disso, o princípio mental deve dar nascimento à formação astral, e esta, pela sua condensação, determinará inevitavelmente a manifestação física.
Esta atuação, em sua totalidade, ou seja, o axioma metafísico, o turbilhão astral e a manifestação física, constitui o GRANDE ARCANO DA MAGIA.

O Grande Arcano, sendo a chave do maior poder humano, nunca é revelado ao discípulo pelo instrutor, pelas seguintes razões:
1. Se o discípulo, por si mesmo, não alcançou o Grande Arcano em toda a sua plenitude, é porque num dos planos, seu desenvolvimento é incompleto. Não se pode garantir, portanto, que a revelação do Arcano não constituirá um perigo para o próprio Iniciador.
2. O caráter do Grande Arcano é subjetivo em sua compreensão e sua aplicação. Como aprenderemos mais adiante, as Mônadas espirituais dos seres humanos já possuem em si as características específicas na sua qualidade de células do Homem Coletivo Universal. Podemos dizer que elas possuem colorações e tonalidades diferentes. Os astrossomas também são diferentes e submetidos a diferentes influências planetárias. Nem mesmo os corpos são iguais.

Sendo assim, uma transmissão esquemática do Grande Arcano, embora acompanhada de comentários do instrutor, não dispensará o discípulo de um trabalho árduo e prolongado para adaptar o esquema dado pelo instrutor às suas particularidades individuais e às condições da sua própria vida nos três planos.Conseqüentemente o que dissemos sobre o Grande Arcano, será apenas um desenrolar lógico da sua definição.

O Grande Arcano, como toda operação mágica, deve possuir na sua composição a parte mental. O operador deve compreender e determinar a operação da forma mais completa. Em outras palavras, deve orientar-se perfeitamente a respeito do caráter de cada entidade, deve conhecer sua proveniência, deve conhecer mentalmente “seus pais”, isto é, precisa compreender o “matrimônio” de cada Iod com cada He no plano mental. A chave para essa compreensão está oculta de um modo estático na Grande Lei do Ternário.